22/05/2009

Sonhos

Por vezes, vejo a minha vida reduzida a pedaços; Rasgo-a e atiro ao ar os sonhos. Espero que caiam... Devagar. Porque tenho medo de os apanhar. Sento-me num indefinido ponteiro do relógio e deixo que me faça caminhar numa direcção contrária, assim, cruzo-me com os passos decrescentes da minha vida. Foi o passado que me trouxe até aqui, abarrotada de lembranças que caminham comigo ao longo do tempo e memórias que me mantêm viva. É nesta viagem que procuro as respostas que hoje me levaram a fazer perguntas. É nela que procuro enterrar os tracejados que me cercam e pisar os silêncios que inevitavelmente se tornam pontos de união. Aqui, sentada, fecho os olhos e elevo as mãos ao ar e sinto que a imaginação me faz percorrer outros caminhos...

15/05/2009

Outro Selinho


Mais um selinho da Katynha :)

1. Colocá-lo no blogue.
2. Indicar 10 blogues que adoro. E não seleciono blogues, fica aberto a quem o quiser receber.
3. Informar os blogues indicados que receberam o selinho.
4. Dizer 5 coisas que adore na minha vida e porquê:
- As amigas que estão sempre presentes para o que der e vier. A elas, que sabem quem são, um Obrigada por tudo.
- Ver filmes que me façam chorar.
- Malas.
- As aulas no meio da Sara e da Lisandra.
- Os momentos com o Hugo <3

11/05/2009

Obrigada

Uma semente que cresceu com a união, cumplicidade e força, que resiste às adversidades da vida. Sinto-nos cada vez mais fortes e unidas. Melhor que ninguém les-me o silêncio e das-me as respostas. Diz-me, por favor, em que lugar posso roubar um "obrigada" para te oferecer... As palavras fogem e a nossa força prende-nos. E vejo que o fruto do que plantamos são mãos que me escutam e vozes que me levantam. Do fundo, OBRIGADA!

Clandestina da Vida


De repente, todos os pedaços de carinho que fomos acumulando, essa construção trabalhosa, cai num gesto só. Rasgamos a vida em bocados e, vê-lo fazer é sentir que as nuvens onde nos sentamos estão agora demasiado pesadas, custa a dor de um vazio que cravas em mim. Sei que posso perdoar-te e mais que magoada fico triste, não por ti, mas por mim e pelo que já fomos, só não sei se seremos capazes de apanhar as peças que juntos unimos e voltar a colá-las com a mesma força que desde o início nos caracterizou. Sinto que toda a dedicação foi em vão e que aquilo que ainda me preenche são as memórias que o tempo jamais apagará, por mais que nos desfaçamos em lágrimas e mentiras, reconheço ainda que mais uma vez permanecemos juntos na dor. Clandestina da vida, lanço ao ar incertezas do coração, fragilizada pelas marcas que perduram sem certeza do lugar onde me deixaste viver. Se nos deixamos destruir, prometo largar-te as asas; Se não fores capaz de voar, o teu porto de abrigo são os meus braços, mesmo que débeis, sempre estendidos para te proteger. Perdi os nossos sonhos e a chave do nosso baú. É mais um dia em que o sol morre distante e outro que nasce para dar continuidade a este círculo; Por vezes, quero fechá-lo porque as minhas mãos já não agarram a inocência cor-de-rosa do amor que se estende até ao horizonte e se deixa desaparecer com os raios de sol. E das marcas com que me tatuas a vida, quando a noite embrulha a luz, fecho os olhos e sinto a palma da tua mão acariciar-me o rosto e antes de adormecer peço baixinho para que nunca me acordes e me faças ler nas estrelas que o amor é a mais bela ilusão…

06/05/2009

A Crença do Amor


A memória são fotografias que folheio ao longo do tempo e, em ordem crescente, vejo um nó fortalecido e orgulho-me da forma com que criamos e alargamos este elo (in)visível. Travo-me no teu sorriso e guardo-o no peito, consigo ler-te no rosto o que há muito já deixou saudade e seguras esse elo com medo que se quebre; Ambos conhecemos as suas fragilidades e sabemos que o amor se gasta à velocidade delas. O vento leva os meus medos, alguns enterrados, outros desfeitos e perdidos nos ares e, assim, talvez, seja mais fácil apagar a névoa de fracassos que circundaram a nossa bola de sabão. Estendes-me a mão e nela encontro a vontade de me levares para o mundo perdido...

25/04/2009

Cansei


JÁ NÃO HÁ PACIÊNCIA PARA PESSOAS MEDIOCRES, HIPOCRITAS, SEM ESCRUPULOS, IDEIAS E VIDA PRÓPRIA!

Perdida

Preciso um mundo inteiro carregado de expressões para sentir compreendidos todos os pedaços que se formam dentro de mim. Sentia-me capaz de arrancar ás árvores a esperança de que a inocência poderia cobrir-me num longo espaço de tempo e esvaziar o mar em que mergulhei, roubar ao céu as nuvens e as estrelas porque tudo me fez acreditar na ilusão de um final feliz. Ouço o relógio suluçar ao invés porque os dias de eterna inocência acabam de me ser roubados e não são as mãos que apalpam o desconhecido, a ilusão também partiu e os pés opõem-se ao resto querendo voltar atrás. Sinto que o meu caminho acabou de se quebrar e quanto mais me tentas agarrar mais depressa a minha mão se solta, não no mesmo ar que gostavas que respirasse mas julgo que noutro talvez livremente sufucante. Como se todos os braços se unissem em meu redor e ninguém fosse capaz de entender que assim me sinto claustrofóbica. Espero que venhas. Antes de me perderes. [ ] Sou um nó no coração, mas queres apertar-me mais a ti e assim dói, porque não te consigo fazer sorrir. Como diz o professor de português, "pena é o pior sentimento que se pode ter", e não cedo ás chantagens emocionais, porque "aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes". Espero que não te percas enquanto esperas ou vens. Espero que não acabes por desgastar mais os pilares que nos fortificaram, espero... Porque sei que dependendo de ti espero não termos de falar de uma balança completamente vazia de um lado e abarrotada do outro. Sei que acreditas que está nas minhas mãos, mas desta vez não passo de uma personagem que se limita a ver (os pontapés que dás na vida).
"Que se passa connosco? Os olhos, os nossos olhos (...), já não se encontram como da vez primeira. Estamos a prolongar a distância, nós que sempre a ludibríamos e encurtámos. Que se passa connosco? Será que, de um momento para o outro, deixámos de nos conhecer(...)? Porque me olhas assim, descrente o ofendida? Porque te magoei quando pronunciei palavras que desconheço? (...) Fomos, desde a primeira hora, honestos e verdadeiros. Estão aqui as minhas dúvidas. Estamos corrompidos. Talvez. Será que perdemos (...) os motivos que nos aproximaram? Será que perdemos a nossa identidade, o nosso caminho, a nossa reciprocidade perante as contingências? (...) Sinto-me mudado, muito alterado. Sinto-me outro. E tu, o que achas? Podes responder. E aqui chegados a este tempo, é hora de repensarmos a nossa viagem. Se somos nós, vamos continuar. Se não somos nós, deixa-me sugerir: deixa-me seguir o nosso caminho. E aqui me tens, disponível para o diálogo, ombro amigo, cúmplice de todas as horas. Admito a minha precaridade e as minhas indevidas atitudes. (...) Eu sei que são só palavras, mas foram elas que nos uniram e ainda nos sustentam."

22/04/2009

Congestionamento do coração


A ponta dos dedos não é capaz de descrever a dor que teima viver no coração e, sei que por mais pedaços teus sinta serem arrancados, nada mais completará o vazio que tristemente deixas em mim. Escrever é levar as mãos ao peito e encaixá-las nesta dor que perfura partículas de um sentimento que ganha asas e voa para um lugar distante do meu. Talvez voes perdido nos ares; talvez voes até encontrares o mesmo trilho que te trouxe até aqui. A tua rota pode não ser comigo, mas julgo não ser longe de mim. E por mais pedaços que arranques em mim o passado não me deixa fechar-te a porta, tento, mas ainda tens a chave. Tento sorrir, mas o coração continua a bater frágil e páro para ganhar coragem de ver outras nuvens onde possa proteger as fragilidades que não desaparecem. De cada vez que teimas espreitar rendo-me a este amor, porque quando vais o pensamento organiza-se, mas quando vens desarrumas a gaveta das (in)certezas.
Enquanto as asas servirem de acessório a tesoura nunca cortará este fio se atravessa ao meio.

21/04/2009

Vazio Desenterrado

Já não és um vazio que se cavou na minha alma. Com o tempo a distância uniu-nos, com a tua indiferença tudo nos separou. Quando as paredes cairam à minha volta duas forças me abraçaram e percebi que quando uma uma onda se desfaz existe outra capaz de viver. Foste uma onda que morreu por demasiado tempo, deixaste para trás um aquário de esperanças vivas e apenas deixaste viver um pensamento que deste por certo e inquestionável. Mas desta vez percebi que as tuas mãos já não se alinham neste círculo onde vejo por fim que as palavras, até essas acabaram por morrer. Incapazes de magoar, porque antes delas sei que habitou a saudade e deixamos que tudo crescesse á velocidade de uma perda. Ter-te-ás perdido?

[Tenho pena que não leias nos olhos estas palavras, mas afinal, já nada nesse caminho passa por esta estrada.]

20/04/2009

Selinho



1.Escrever uma frase, citar um título ou contar uma historinha sobre seis assuntos nos seguintes segmentos:

VIDA: É uma dávida demasiado grande para ser desperdiçada.
CINEMA: Um vício saudável.
LITERATURA: Uma arte que envolve.
VIAGEM: "Viajei por mais terras do que aquelas que toquei."
AMOR: "O amor é uma força selvagem. Quando tentamos controlá-lo, ele destrói-nos. Quando tentamos aprisiona-lo, ele escraviza-nos. Quando tentamos entendê-lo, ele deixa-nos perdidos e confusos."
SEXO: União física.

2.Convidar seis colegas de blogs que você realmente considere femininas e inteligentes;

http://luisajsantos.blogspot.com/
http://velasardemsempreateaofim.blogspot.com/
http://ecosreflexivos.blogspot.com/
http://a-smile-that-explodes.blogspot.com/
http://maosvazias.blogspot.com/
http://cenariosss.blogspot.com/

3.Linkar o blog que a convidou;
http://www.vozesdemim.blogspot.com/

4.Postar as regras para que outros as repassem;

5.Inserir o selinho que você recebeu do Papo Calcinha.